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FORÇA IMPULSORA

Fotografia de Andreas Heumann, nascido em Munique, criado na Suíça e atualmente em Londres, Inglaterra. “Nosso interesse pelo proceder da prudente e judiciosa jovem, que depois de descobrir por trás do delírio de Hanold, e como força impulsora desse delírio, o amor que ela lhe inspira, decide curá-lo do seu transtorno mental e fazer seu esposo o homem a que desde pequena ama, está, nesta parte da narrativa, um tanto enfraquecido pela estranheza que nos produz o grau a que chega o delírio do arqueólogo.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 73. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 06h52
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ANGÚSTIA

Nathalie por Stefan De Lay, França. “Chegando à Casa de Meleagro, voltou a pegá-lo de surpresa a violentíssima angústia de encontrar Gradiva na companhia de outro homem, então, ante sua aparição, não encontrou outra saudação do que a pergunta: “Estás sozinha?” “. Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, p. 22. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 07h33
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A PRIMEIRA VISTA

Fotografia de Wladimir Fernandes Junior, Rio de Janeiro, Brasil, em 6 de agosto de 2005. “O interesse de nosso herói pelo baixo-relevo descrito no livro, constitui o fato psicológico fundamental do relato. Ele não é facilmente explicável: “o doutor Norberto Hanold, professor de arqueologia, não achava naquele baixo-relevo nada que, do ponto de vista científico de sua disciplina, justificasse uma especial atenção” (Gradiva, W. Jensen, 1903., p.3). “Não conseguia explicar a si o que nele lhe havia chamado a atenção; somente sabia que era algo que lhe atraiu, e esse efeito da primeira vista se manteve sem trégua desde então”. Então, sua fantasia se ocupa sem descanso dessa imagem. Ele descobre nela um certo “agora”, como se o artista tivesse fixado ali sua visão “do natural” percebida, momentos antes, em um passeio pelas ruas. Dá um nome a essa donzela figurada no ato de andar: “Gradiva”, “a que avança”; fabula que ela é, sem dúvida, a filha de uma casa nobre, talvez “de um aedilis patrício {magistrado encarregado do cuidado dos edifícios públicos} que exercia seu cargo sob a invocação de Ceres”, e que por isso se encaminhava ao templo dessa deusa. Mas, há algo nele que resiste em incluir a aparência calma e sossegada de Gradiva no bulício de uma grande cidade, e chega ele à convicção de que é preciso localizá-la melhor em Pompéia. É ali onde ela caminha sobre essas curiosas pedras que acabam de ser desenterradas e que, no tempo chuvoso, serviam de calçada para cruzar de um lado a outro da rua, que também permitia a passagem de carruagens. Por outro lado, o perfil do seu rosto parece-lhe do tipo grego, e indubitavelmente sua linhagem, helênica. É desse modo então que toda sua ciência sobre a Antiguidade entra paulatinamente à serviço das fantasias que ele vai tecendo em torno da figura que serviu de original ao baixo-relevo.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, pp. 10-11. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 07h27
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GRANITO

Fotografia de Zuan Carreño, Bogotá, Colômbia. “Se o doente crê com tanta firmeza em seu delírio, isso não se produz por causa de um transtorno {Verkehrung} de sua capacidade de julgar nem se deve ao que existe de errado no delírio. Ao contrário, em todo delírio se esconde um granito de verdade; há algo nele que realmente merece crença, e essa é a fonte da convicção do doente, que por causa disso está justificada nessa medida.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, p. 67. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 05h42
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ANDAR

Da série “Sarah und Caro” de Thorsten Jankowski, Braunschweig, Baixa Saxônia, Alemanha. “Zoé já mostrava, certamente, quando menina, aquele passo especial em que o pé que estava atrás, aparecia perpendicularmente ao solo e apoiado apenas nas pontas dos dedos, e precisamente pela representação plástica desse andar é que um antigo baixo-relevo adquire para Norberto Hanold a imensa importância que conhecemos.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 49. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 05h34
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VIZINHA

“Nude...” por Yuri Bonder, Chelyabinsk, Rússia, em Tel Aviv, Israel, 21 de abril de 2008. “A mulher que de sua janela Hanold viu passar e a que ele teria podido alcançar em seguida, era verdadeiramente o original vivo da Gradiva escultural, a própria Zoé, sua vizinha.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 70. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 05h33
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SONHO

“Tim staring” de Matthew Dols, Wilmington, Carolina do Norte, Estados Unidos. “Afirmamos, pois, que o sonho é um desejo realizado.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 8. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 08h57
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