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PEDIDO

Juliana Knust por Luis Crispino, São Paulo, Brasil in Playboy, dezembro de 2007, editora Abril. “No primeiro encontro de Hanold com a suposta Gradiva recorda o arqueólogo seu sonho e dirige à aparição o pedido de que se recline na escadaria, como então a vira fazer.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 65. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 07h00
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DESLOCAMENTO

“Fragment” por Emese Benko, Timisoara, Romênia, em 18 de março de 2005. “Hanold verifica em seu sonho que Gradiva reside numa cidade e vive na mesma época em que vive ele, duas coisas que, aplicadas a Zoé Bertgang, são verdadeiras, salvo que no sonho essa cidade não é a em que ela e Hanold vivem, e sim Pompéia, e que a época não é a atual, e sim o ano de 79 da nossa era. Os dados reais sofreram, pois, desfiguração por deslocamento. Em vez de colocar Gradiva no “presente”, o sonho translada Hanold para um pretérito remoto. Mas o que de essencial e novo o fenômeno onírico indica é que Hanold vive no mesmo lugar e na mesma época que a mulher que ele procura.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 61. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 07h47
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PALAVRAS MÁGICAS

Fotografia de Michael Tarasoff, São Petersburgo, Rússia. “Nas conversas com Hanold, o duplo sentido, na maior parte das vezes, se estabelece quando Zoé se serve do simbolismo que já encontramos no primeiro dos sonhos analisados, ou seja, da equivalência do recalcamento com o sepultamento e de Pompéia com a infância. Desse modo, pode Zoé conservar em suas palavras o papel que o delírio de Hanold lhe indicou e, ao mesmo tempo, tocar com a varinha mágica as constelações reais e despertar, no inconsciente de Hanold, sua inteligência para elas.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, pp. 70-71. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 06h04
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LEIS

Mary40 por Gary Mitchell, Estados Unidos. “Porém, na vida psíquica há muito menos liberdade e livre-arbítrio do que supomos, e talvez, até, absolutamente não as tenha. Todos sabem que aí fora, no mundo exterior, tudo aquilo que chamamos de contingência, revela-se, depois, estar sustentado em leis; ora, também está escorado em leis – obscuramente vislumbradas até o presente momento – o que no psíquico chamamos de “livre-arbítrio”.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, p. 9. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 05h42
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FONTE

Fotografia de Ellen von Unwerth, Alemanha. “O sonho e o delírio provêm de uma mesma fonte: o recalcado; o sonho é, por assim dizer, o delírio fisiológico do homem normal.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, p. 52. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 06h16
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DESALOJAMENTO

“Rocks” por Martin Zurmuhle, Suíça, em 28 de dezembro de 2007. “Antes de adquirir força suficiente para abrir caminho como delírio na vida desperta, o recalcado pode alcançar facilmente sua primeira vitória aproveitando-se das condições mais favoráveis oferecidas pelo sono, para surgir sob a forma de um sonho de prolongada eficácia. Durante o sono, com o rebaixamento da atividade psíquica em geral, sobrevém também um rebaixamento da intensidade da resistência que os poderes psíquicos dominantes contrapõem ao recalcado. É esse rebaixamento que possibilita a formação do sonho, o qual constitui para nós no melhor acesso para o conhecimento do psíquico inconsciente. Só que, habitualmente, ao restabelecerem-se os investimentos psíquicos da vida da vigília e ao dissipar-se o sonho, volta a ser desalojado {räumen} o terreno ganho pelo inconsciente.” Sigmund Freud, El delirio y los sueños en la “Gradiva” de W. Jensen [O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen] (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. IX. Buenos Aires: Amorrortu, 1ª. reedição, 1986, pp. 52-53. Tradução para o espanhol de José Luis Etcheverry.
Escrito por Leonardo Ferrari às 05h38
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DÍVIDA

Fotografia de Leszek Kowalski, Polônia, em 26 de janeiro de 2008. “Como era devido, é uma obra de arte antiga, uma figura escultural feminina, o que tira o nosso arqueólogo do seu afastamento do amor e o adverte da obrigação de pagar à vida a dívida que desde o nosso nascimento pesa sobre nós.” Sigmund Freud, O Delírio e os Sonhos na “Gradiva” de W. Jensen (1907) in Obras Completas de Sigmund Freud – v. V. Rio de Janeiro: Delta, 1958, p. 52. Tradução de Odilon Gallotti.
Escrito por Leonardo Ferrari às 08h04
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