Blog do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba (PR) leobelferrari@uol.com.br


BATMAN

O desencontro do eu com o ideal do eu. Rivais e amantes.

Atenção: se você não viu Batman e nada quer saber do filme, não continue a ler esse texto.

Batman é um grande filme. Ele põe a questão fundamental sobre como lidar com um terrorista decidido. Coringa é o maior vilão já mostrado numa tela de cinema. Se fazendo de louco o tempo todo, este perverso-símbolo de nossa época é o sujeito pós-Kant e pós-Freud. E, no entanto, é um sujeito profundamente cartesiano em ação – o que não o faz louco. Coringa, apesar de duvidar de planos, ironizar qualquer moral, pregar o anarquismo e o niilismo totais, planeja nos mínimos detalhes cada uma de suas ações – por exemplo, na cena-chave do filme, a das barcas. Só essa cena vale o filme. A questão ética ali colocada é magnífica. O que acontece quando o poder de decidir o que fazer passa das instituições para os cidadãos? Como lidar com o medo do outro, não mais “o terrorista”, mas agora, do vizinho, do próximo?

Outra cena memorável do filme – e não vou contar para não estragar, só vou sugerir – é a relação do Coringa com o dinheiro. A cena me lembrou Dostoiévski que, no magistral “O Idiota”, faz com que a incrível Nastácia Filíppovna demonstre aos atônitos leitores o que o dinheiro vale para ela. A cena do Coringa permite uma reflexão fora de série, pois possibilita pensar o que motiva um terrorista como Coringa-Bin Laden. Se não é o dinheiro, é o quê? Será que parte da grande rejeição a Coringa seja a de que estamos à volta com um sujeito que não é motivado por dinheiro? Por outro lado, toda a genialidade do roteiro do filme gira em torno das semelhanças entre Batman e Coringa – daí uma atração sexual permanente entre os dois personagens.  A cena do interrogatório na Guantánamo-Central de Polícia é explícita nesse ponto.

Enquanto há uma orgia de violência e morte no filme inteiro, não há nenhuma cena de sexo entre os personagens – outra grande questão: por que um filme sobre a violência ganha a censura 12 anos e um filme que contenha uma mínima cena de sexo já vira 18 anos? Não é extremamente significativo o que acontece com a única mulher do filme? Freud superado? Onde?

         Há uma relação muito clara no filme entre Coringa e Bin Laden – seja através das repetidas cenas de destruição de prédios, seja na aparição do Coringa em mensagens de televisão fora de foco. E aqui o filme é estarrecedor, pois, através de Alfred, mordomo de Bruce Wayne, surge um conto de fadas pós-moderno sobre a caçada a um criminosos que exigiu a queima de toda uma floresta para conseguir êxito. Eis uma direção extremamente perigosa que o filme balança – e cai, numa maquiavélica versão de “os fins justificam os meios”.  Se, para encontrar Bin Laden-Coringa, é necessário arrasar com o Afeganistão-Iraque-Irã, então vale a pena fazê-lo? Vale a pena virar criminoso para caçar um criminoso? É justificável agir como terrorista para eliminar um terrorista? Não posso contar o final do filme, mas vi ali um George W. Bush fugindo pelas ruelas da história e sendo “reconhecido” pelo ao-menos-um do comissário Gordon de plantão: “alguém precisou limpar esse lixo”. Se isso não é a justificativa para o fascismo, então não sei o que é. É a pior cena do filme, é uma grande pá de terra sobre o magnífico trabalho realizado nas duas horas e meia anteriores. Ela é congruente com o estarrecedor ato de Batman de construir uma central de escuta dos sonhos de qualquer espião – poder escutar e ver o que se passa em todos os lugares da cidade – qualquer semelhança com os quinhentos satélites sobrevoando a terra neste momento não é mera coincidência. É interessante aqui a reação do braço direito do morcego, a raposa Lucius Fox que pede demissão dizendo que desta vez Batman foi longe demais – ou seja, Lucius Fox ainda é um sujeito kantiano e freudiano. Ora, mas o que é ir longe demais no combate ao terrorismo? Basta ver o que faz o comissário Gordon com sua família para perceber que não é só Batman que está confuso com o Coringa.

         Porém, é a cena das barcas que não me sai da memória. Impressionante. As idéias, o debate ali contido, as questões ali trazidas à tona vão perdurar, vão criar onda, vão iniciar discussões, irão permitir a palavra. Essa cena faz de Batman um grande filme, inesquecível. Parabéns a Cristopher Nolan e equipe. Parabéns a Holywood. Isso é um grande filme.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h17
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UM OLHAR DESOBEDIENTE

As pernas de Martine, sua esposa. Fotografia de Henri Cartier-Bresson (1967), Magnum Photos/Dachary in La Nacion, 19/7/2008.

 

Pierre Assouline faz no La Nacion o elogio de Henri Cartier-Bresson. É de chorar de tão belo, de tão leve, de tão magnífico. Inicia assim:

         “Há homens para os quais nada resulta simples. Henri Cartier-Bresson era o arquétipo desse tipo de gente, e isso era o seu maior encanto. Ele tinha o dom de colocar problemas, desde o momento mesmo de seu nascimento. Algo que agora é posto novamente para aqueles que cem anos depois se perguntam sobre qual data celebrá-lo. Na verdade, ele nasceu em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup (Sena e Marne), mas sempre fez questão de afirmar, com o espírito libertário que o caracterizava, que a data de nascimento não tinha nenhuma importância, pois, em função de uma concepção zen da existência, se nasce no momento em que se é concebido. Assim pensando, seus pais inventaram o pequeno Henri em uma calorosa noite de janeiro de 1908, durante uma viagem romântica a Palermo, Sicília.

         Nada é fácil em seu caso, há que frisar de novo. Nem seu nascimento, nem sua morte. Esse dia de agosto de 2004, em sua região de Céreste, no coração de sua amada Luberon (no sul da França), aqueles que o conheceram muito tempo puderam dizer que esse jovem homem de 95 anos tinha conseguido realizar sua última fuga. Sua última fuga até o fundo do quarto escuro. Porque Henri Cartier-Bresson (HCB para os iniciados, En-rit-Ca-Bré para os surrealistas, Cartier para os fotógrafos, Henri para os amigos) era da raça dos fugitivos.

         Ele teve consciência disso tardiamente, ao redor dos 35 anos, quando levava inscrito no corpo o número KG 845 em um campo de concentração na Alemanha. Então, entendeu porque seu apelido nos escoteiros tinha sido “bagre ensaboado” [“anguila movediz” em espanhol, ou seja, “enguia movediça”]. Não significava aquele que foge, mas sim alguém que consegue escapar, deslizar. Permanentemente e de tudo: família, sociedade, religião, educação, casa, país, partido, clubes. A sua vida foi uma escola da desobediência. Ele não deixou de andar por aí, de um continente a outro, mas também da pintura à fotografia, da fotografia ao cinema, do cinema ao documentário, do documentário à fotografia e da fotografia ao desenho. Ele se evadiu de tudo aquilo que fecha o homem dentro de um marco muito pequeno, em vez de alargar as perspectivas dos mais elevados mares interiores.”

Fonte: Pierre Assouline in La mirada que nos reveló el siglo XX, La Nacion, 19/7/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h36
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BÊBADOS

Bush explica a crise de crédito: 'Wall Street ficou bêbada'

Fonte: BBC Brasil, 24/7/2008

Um vídeo gravado sem autorização em um evento para arrecadar fundos de campanha nos Estados Unidos revelou qual é a explicação do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para a crise de retração de crédito que afeta os mercados financeiros americanos: "Wall Street ficou bêbada".

"Ficou bêbada e agora está de ressaca", disse o chefe de Estado em Houston, no Texas, na sexta-feira, de acordo com o vídeo, que veio a público depois de colocado no site YouTube.

"A questão é: quanto tempo vai levar para ela ficar sóbria e não tentar fazer todos estes instrumentos financeiros extravagantes?", perguntou o presidente no clipe. Antes do comentário descontraído, Bush pedira que as câmeras do recinto fossem desligadas, mas alguém não resistiu e gravou os comentários dele na câmera de vídeo de um microfone celular. (...)

 

            Nunca antes na história dos Estados Unidos um presidente revelou de forma tão explícita, rasgou de forma tão forte o véu que recobre o capitalismo: “Wall Street ficou bêbada”! Sensacional diagnóstico! Espetacular! Nunca antes um especialista na matéria, um mestre no assunto, um doutor honoris causa no estudo do fenômeno foi tão contundente em seu diagnóstico: “Wall Street ficou bêbada”!

Só um adendo, senhor presidente. Na semana em que iniciou em Guantánamo, no “Camp Justice”, o maior julgamento militar do pós-guerra, o julgamento-símbolo desse novo século, dessa nova era, na semana em que todo o aparato da mídia-propaganda tenta mostrar a periculosidade do réu, esse réu-símbolo chamado Salim Ahmed Hamdan, motorista de Osama Bin Laden – vejam a ironia da história, depois de Eichmann, depois desse fascínora assassino da Sérvia, Karadzic, eis aqui um motorista, o motorista de Bin Laden, o motorista em julgamento! Um motorista detido por mais de oito anos sem os direitos mais elementares, sem nenhuma assistência jurídica, nada – que “justice” é essa desse “camp”, senhor presidente? Não será essa uma “justice” bêbada também?

         Senhor presidente, não é só Wall Street que ficou bêbada. A farsa desse “julgamento militar”, a farsa dessa prisão-campo de concentração chamada Guantánamo, a farsa dessas confissões sob tortura de Salim Ahmed Hamdan demonstram que há uma bebedeira geral em seu desgoverno, senhor presidente. “Wall Street ficou bêbada”. Não só ela, senhor presidente. Não só ela. “A honra obriga a defender a liberdade”, diz o lema dessa prisão-campo de concentração chamada Guantánamo. Eu acredito que está na hora – e já vai tarde – da honra se livrar dos bêbados que arrasaram com a história dos Estados Unidos. Adeus, senhor presidente. A honra obriga. Adeus.

“A honra obriga a defender a liberdade” – lema espalhado em vários lugares de Guantánamo como aqui, na entrada do Centro de Imprensa e debaixo dessa bandeira. Fotografia Reuters/AFP in El País, 24/7/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h50
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FREAR A NOITE

Instalação inspirada no livro “The Drought”[“A Seca”, ainda não traduzido em português – aliás, o título alude também ao outro significado de “drought”em inglês, ou seja, a de um estado de prolongada falta de algo esperado ou desejado] de J.G. Ballard na exposição JG Ballard, autopsia del nuevo milenio, no Centro de Cultura Contemporánea de Barcelona (CCCB) até 2 de novembro. Fotografia de Joan Sánchez in El País, 23/7/2008.

         Barcelona amanheceu com uma exposição sensacional sobre o pensamento e a obra do grande escritor J.G. Ballard. O nome da exposição já é um primor: “Autópsia do novo milênio”. Excelente! Autópsia, ou seja, o “novo”milênio já morreu!! E quem, melhor do que Ballard para traduzir essa morte em arte como fez no brilhante, no epifânico, no magnífico, no inesquecível Crash? Há um filme extraordinário do gigante David Cronenberg sobre o livro de Ballard, com a atriz Deborah Kara Unger fazendo no cinema aquilo que nem a imaginação mais fértil poderia fazer na leitura do livro. Que mulher magnífica! Na entrada da exposição ecoam as palavras de Ballard:

“Eu creio no poder da imaginação para refazer o mundo, para libertar a verdade que levamos dentro da gente, para frear a noite, para transcender a morte, para enfeitiçar as rodovias. (...) Creio na beleza dos acidentes de carro, na paz do bosque submerso, nas excitações da praia deserta, na poesia dos hotéis abandonados”.

Fonte: J.G. Ballard citado por Jacinto Antón in El País, 23/7/2008.

         No prefácio que escreveu a seu livro Crash, Ballard fala dessa estranha ambigüidade produzida pelo século XX:

         “O casamento entre razão e pesadelo que dominou o século XX deu à luz um mundo cada vez mais ambíguo. Pela paisagem das comunicações se movem os espectros de tecnologias sinistras e os sonhos que o dinheiro pode comprar. Sistemas de armas termonucleares coexistem com comerciais de refrigerantes num reino de luz ofuscante dominado pela publicidade e por factóides, ciência e pornografia. Presidem nossa vida os grandes Leitmotiven gêmeos do século XX: sexo e paranóia. (...)

         Eu pessoalmente sinto que o papel do escritor, sua autoridade e sua licença para agir mudaram radicalmente. Sinto que, num certo sentido, o escritor não sabe mais coisa alguma. Não tem postura moral alguma. Oferece ao leitor o conteúdo de sua própria cabeça, um conjunto de opções e de alternativas imaginárias. Seu papel é o do cientista que se defronta, seja num safári, seja em seu laboratório, com um terreno ou um objeto desconhecido. Tudo o que pode fazer é desenvolver várias hipóteses e testá-las em face dos fatos.”

         J.G. Ballard in Crash. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, pp. 7 e 9.



Escrito por Leonardo Ferrari às 09h09
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CARAZINHO MON AMOUR

Fotografia de Dmon Prunner.

 

A Câmara Municipal de Carazinho fez na semana passada um ato muito lindo. Ela homenajeou um prostíbulo, um lupanar, um bordel, uma casa de tolerância, um puteiro, um serralho. Acontece que a Danceteria Garotas da Gogo não é apenas mais uma como as outras. O leitor tem idéia do que são as Garotas da Gogo? O que seria de Carazinho sem as Garotas da Gogo? Elas não são garotinhas, são Garotas com  “G” maiúsculo! Há algo nesse “G”que faz todo o segredo da casa. Há um mistério nesse “G”que ajuda a exercitar qualquer fantasia. As Garotas da Gogo merecem essa homenagem. São gente trabalhadora de sol a sol, não querem o mal de ninguém e, além de tudo, trouxeram para Carazinho mais um ponto turístico de inestimável valor. Eu nunca gostei daquele “maior entroncamento rodoviário do sul do Brasil” ou do pior “maior cancha reta da América Latina”. O que é que significa para mim um entroncamento rodoviário? O que é que eu vou fazer com uma cancha reta? Nada. Já as Garotas da Gogo, bom, aí já estamos em outro território, em outra seara, em outro pago (para meus leitores internacionais, o pago aqui não é do verbo pagar – aliás muito conjugado no Garotas – mas é o substantivo querência, lugar amado, lugar querido).

         Sobre a polêmica do alvará, que bobagem é essa? Quem é que precisa de licença para fantasiar, para brincar, para entrar e sair? Os documentos em jogo no Garotas são de outra ordem. Ali, o que vale não é o escrito, é o falado, é o conversado, é o articulado.

         A Câmara Municipal de Carazinho, acostumada a homenagear filhos-da-puta inescrupulosos, ladrões de colarinho branco e escroques de coluna social , agora se voltou finalmente para quem sua a camisa e quem se entrega na labuta diária pelos sonhos de cada vida. Parabéns Carazinho! Parabéns Câmara Municipal de Carazinho!

 

 Carazinho

Câmara envia parabéns às Garotas da Gogo

Homenagem a prostíbulo que funciona há nove anos divide opiniões

MARIELISE FERREIRA in Zero Hora, 22/7/2008. 

Uma homenagem ao aniversário de um prostíbulo em Carazinho poderia passar despercebida se não partisse da Câmara Municipal. Ao justificar o pedido, o vereador Gilnei Jarré (PSDB), autor da proposta, disse que "a empresa e toda sua equipe de funcionárias proporcionam momentos de descontração aos clientes". A Câmara se dividiu quando o assunto foi discutido em plenário, no dia 15 de julho, mas a proposta acabou sendo aprovada por cinco votos a quatro. Um vereador se absteve. O documento pede o envio de ofício a Maria Gorete Souza Cavalheiro, mencionada como proprietária da Danceteria Garotas da Gogo, em alusão aos nove anos de funcionamento da casa. Para o parlamentar Adroaldo de Carli (PMDB), contrário à moção, o Legislativo deveria se ocupar de outros temas:

- Não conheço o lugar, não sei se tem alvará ou licença para a atividade que exerce. Se o vereador queria parabenizar as moças, deveria fazer um documento pessoal do seu gabinete, sem envolver o Legislativo.

Autor de moção na Câmara não quis dar entrevista

Entre a população, também houve polêmica. A empresária Luiza Honório, 58 anos, ficou indignada ao saber do caso:

- Tem coisas mais importantes para os vereadores fazerem em vez de dar parabéns para um serviço que muitas vezes provoca a destruição de famílias.

Já a telefonista Valéria Cornélio, 37 anos, aprovou o gesto:

- Não vejo nada de mal. É um emprego como qualquer outro.

O autor da moção não quis se manifestar ontem sobre o documento. Ele assegurou que houve motivos pertinentes para a aprovação do texto. Dos 148 projetos aprovados pelo Legislativo este ano, a moção foi a única proposta de autoria de Jarré. A proprietária do estabelecimento preferiu não comentar a aprovação do documento. Consultado por ZH, o setor de fiscalização da prefeitura de Carazinho não localizou em seu sistema o alvará de funcionamento da danceteria.



Escrito por Leonardo Ferrari às 06h43
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A HISTÓRIA DE UMA GUERRA EM UM DESENHO

Fonte: Fogelson-Lubliner in The New York Times, 20/7/2008.

Da esquerda para a direita, do alto para baixo: “Iraque”, “Ameaça de guerra”, “Entrada das Forças de Ocupação”, “Ocupação”, “Insurgência”, “Ressurgência”, “Retirada das tropas”, “Estabilidade” e “Iraque”. Obra-prima do estúdio de design de Nova Iorque, Fogelson-Lubliner, como ilustração do artigo de William J. Fallon, “Surge Protector” in The New York Times, 20/7/2008.

A maravilhosa idéia desses artistas também pode ser percebida comparando-se a primeira bandeira do Iraque, com as três estrelas do Partido Ba’ath que significavam “unidade, liberdade e socialismo”, com a última bandeira (e atual) do Iraque, onde apenas o lema ficou, Allah-u-Akbar (“Deus é grande”). Agora, é esse “apenas” que é intrigante, pois houve uma tentativa dos Estados Unidos em criar uma nova bandeira para o Iraque sem esse lema – fato recusado pelo parlamento iraquiano. De qualquer modo, não é pouca coisa ter retirado dessa bandeira as três estrelas que simbolizavam exatamente o que não tinha no Iraque de Saddam Hussein. Nunca houve unidade, nem liberdade tampouco socialismo. O que haverá com os Estados Unidos? Essa é a grande questão proposta por esses artistas genias do Fogelson-Lubliner. Pilastras!!



Escrito por Leonardo Ferrari às 07h34
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O CAVALEIRO DAS TREVAS

Fonte: Clay Bennett in Chattanooga Times Free Press, 19/7/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 07h02
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