Blog do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba (PR) leobelferrari@uol.com.br


IMPOSSÍVEIS

Laura Vasiliu em Bucareste fotografada por Santos Cirilo in El País, 19/1/2008.

 

            A revista Babelia que o El País publica todo sábado é sempre surpreendente, sempre inusitada, sempre indispensável. Se eu fosse dono de qualquer jornal brasileiro – até do saudoso Noticioso de Carazinho – eu faria um acordo com o El País para publicar na íntegra – e em espanhol, sem tradução – o suplemento inteiro todo sábado. Alguém poderia perguntar, é, mas e se o leitor não souber espanhol, como vai ler? Pois vire-se, vá atrás, deixe de ser limitado. Ler a Babelia é simplesmente o máximo. Sem a Babelia, como é que eu iria saber da existência dessa inesquecível Laura Vasiliu? Como é que eu iria ter uma idéia sobre esse impossível cinema feito na Romênia? Mais ainda. Nessa mesma edição da Babelia, lá está a pianista brasileira Eliane Elias – artista maravilhosa – numa entrevista memorável a Carlos Galilea. Olha só o que conta Eliane:

 

         “Eu tocava com os grandes da bossa nova, como Toquinho, Vinícius, Carlos Lyra e Billy Blanco, e fazia a direção musical de festivais como os de Curitiba e São Paulo, e até televisão. Eu estava muito bem profissionalmente. Mas, desde pequena, eu dizia para mim mesma: “eu vou para Nova Iorque”, porque eu via em todos os discos que eu amava, que eles tinham sido gravados em Nova Iorque. Eu via “gravado no Village Vanguard” e eu pensava, “é para lá que eu vou”. E um dia eu fui.” Em 1981, com 21 anos, ela aterrissou em Manhattan. Uma mulher, brasileira e branca, em um mundo noturno de homens negros. Deveria ter muitas dificuldades. “Eu tinha muita segurança em mim mesma. Eu estava muito segura de minha capacidade musical. Eu tinha muita experiência e a prova de que estava preparada é que tudo aconteceu muito rapidamente.”

 

         Em outro momento, falando do grande pianista Bill Evans, Eliane revela:

 

         “Eliane Elias subscreve a tese de que Bill Evans mudou a história do piano no jazz. “Ele trouxe uma função muito mais orquestral que aquela dos pianistas do bebop. Ele amava a harmonia européia, a de Ravel e Debussy. Ele gostava muito dos impressionistas e dos românticos como Chopin. Todo aquele refinamento harmônico europeu mesclado com os ritmos do jazz. Ele criou essa escola de harmonia. E não só isso. Também o som tão bonito que ele tirava do piano”. Ela aponta uma teoria para isso: “Você sabia que Bill era surdo? Ele tinha um excelente domínio do instrumento e com a mão esquerda ele podia trocar notas dos acordes. Eu creio que o fato de ser surdo contribuiu para estabelecer essa diferença com outros pianistas. É uma suposição minha, mas me parece muito interessante um surdo como pianista.”

          Fonte: Carlos Galilea in La dama del piano, El País, 19/1/2008.

 

         A Babelia é a revista do impossível. O impossível de Laura Vasiliu fazer cinema na Romênia e o impossível de Eliane Elias ser pianista em Nova Iorque.

 

Eliane Elias fotografada por Takehiko Tokiwa in El País, 19/1/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




SONHOS

Fonte: Chuck Asay, Colorado in Creators Syndicate, 15/1/2008.

 

            Para entender o genial cartum de Chuck Asay, um pouco de contexto. Na semana passada, a candidata Hillary Clinton sugeriu que a igualdade racial nos Estados Unidos foi alcançada mais graças ao ex-presidente Lyndon B. Johnson (“LBJ” no cartum), que assinou a lei de direitos civis em 1964, do que ao pastor Martin Luther King (“Dr. King” e “MLK” no desenho).

         Ora, a campanha incendiou. E Chuck Asay fez essa obra-prima. No primeiro quadro, o sonho do candidato Barack Obama é, através da “gafe” de Hillary Clinton, chegar à “terra prometida” da presidência dos Estados Unidos nos ombros da questão racial. Já Hillary sonha diferente – e aí já aparece o “leitmotiv” de Chuck Asay, que é o célebre início do discurso de Martin Luther King “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”). Hillary sonha na superação de suas declarações e já aparece eleita nos ombros de Martin Luther King e de Lyndon B. Johnson como a primeira mulher “negra” na presidência - no sonho ela incorpora o grande diferencial de seu adversário.

Agora, a cereja do bolo, o ápice, o melhor, aparece em seguida. Qual é o sonho de Bill Clinton, marido de Hillary? Chuck Asay é brilhante. Na melhor tradição freudiana, que declara todo sonho como a representação da realização de um desejo, Bill Clinton sonha com...Mônicas!! Maravilhoso! Sensacional! Epifânico!



Escrito por Leonardo Ferrari às 09h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




EU SOU AQUELE, YO SOY AQUÉL

Fonte: Paulo Caruso in Jornal do Brasil, 17/1/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 12h18
[   ] [ envie esta mensagem ]




SE EU NÃO VOLTAR, SI NO VOLVIERE

Fonte: Chico Caruso in O Globo, 17/1/2008.

 

         Querido Chico Caruso,

         Obrigado. Muito obrigado. É para você que selecionei essa glosa. É para você. Pilastra!!!!

 

            “- Sancho amigo, hás de saber que eu nasci por querer do céu nesta nossa idade do ferro para nela ressuscitar a de ouro, ou dourada, como se usa chamar. Eu sou aquele a quem se reservam os perigos, as grandes façanhas, os valorosos feitos. Eu sou, torno a dizer, quem há de ressuscitar os da Távola Redonda, os Doze da França e os Nove da Fama, e quem há de pôr em olvido os Platires, os Tablantes, Olivantes e Tirantes, os Febos e Belianises, com toda a caterva dos famosos cavaleiros andantes dos passados tempos, fazendo neste em que me acho tais grandezas, estranhezas e feitos de armas que ofusquem as mais claras que eles fizeram. Bem notas, escudeiro fiel e bom, as trevas desta noite, seu estranho silêncio, o surdo e confuso estrondo destas árvores, o temeroso ruído daquela água em cuja busca viemos, que parece despenhar-se e desabar dos altos montes da Lua, e aquele incessante bater que fere e magoa os ouvidos, as quais coisas todas juntas e cada uma por si são bastantes para infundir medo, temor e espanto no peito do mesmo Marte, quanto mais naquele que não está acostumado a semelhantes acontecimentos e aventuras. Pois isto eu te digo são incentivos e despertadores do meu ânimo, que faz o meu coração rebentar no peito com o desejo que tem de acometer esta aventura, por mais dificultosa que se mostre. Então trata de apertar um pouco as cilhas do Rocinante, e fica com Deus, e espera-me aqui não mais que três dias, findos os quais, se eu não voltar, podes tu voltar à nossa aldeia e de lá, por fazer-me mercê e boa obra, irás até El Toboso, onde dirás à sem-par senhora minha Dulcinéia que o seu cativo cavaleiro morreu por acometer coisas que o tornassem digno de poder-se dizer seu.”

 

Miguel de Cervantes Saavedra in “O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de La Mancha – Primeiro Livro”. Tradução de Sérgio Molina. São Paulo: Editora 34, 2002, pp. 254-255.

 

“- Sancho amigo, has de saber que yo nací, por querer del cielo, en esta nuestra edad de hierro, para resucitar en ella la de oro, o la dorada, como suele llamarse. Yo soy aquél para quien están guardados los peligros, las grandes hazañas, los valerosos hechos. Yo soy, digo otra vez, quien ha de resucitar los de la Tabla Redonda, los Doce de Francia y los Nueve de la Fama, y el que ha de poner en olvido los Platires, los Tablantes, Olivantes y Tirantes, los Febos y Belianises, con toda la caterva de los famosos caballeros andantes del pasado tiempo, haciendo en este en que me hallo tales grandezas, estrañezas y fechos de armas, que escurezcan las más claras que ellos ficieron. Bien notas, escudero fiel y legal, las tinieblas desta noche, su estraño silencio, el sordo y confuso estruendo destos árboles, el temeroso ruido de aquella agua en cuya busca venimos, que parece que se despeña y derrumba desde los altos montes de la Luna, y aquel incesable golpear que nos hiere y lastima los oídos; las cuales cosas, todas juntas y cada una por sí, son bastantes a infundir miedo, temor y espanto en el pecho del mesmo Marte, cuanto más en aquel que no está acostumbrado a semejantes acontecimientos y aventuras. Pues todo esto que yo te pinto son incentivos y despertadores de mi ánimo, que ya hace que el corazón me reviente en el pecho, con el deseo que tiene de acometer esta aventura, por más dificultosa que se muestra. Así que, aprieta un poco las cinchas a Rocinante y quédate a Dios, y espérame aquí hasta tres días no más, en los cuales, si no volviere, puedes tú volverte a nuestra aldea, y desde allí, por hacerme merced y buena obra, irás al Toboso, donde dirás a la incomparable señora mía Dulcinea que su cautivo caballero murió por acometer cosas que le hiciesen digno de poder llamarse suyo.

 

Miguel de Cervantes in Don Quijote de La Mancha. Real Academia Española – Asociación de Academias de la Lengua Española. Edición del IV Centenario, 2004, p. 175.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




UMA UNIVERSIDADE

“O papa: não à La Sapienza

Fonte: La Repubblica, 16/1/2008.

 

 

A Universidade La Sapienza de Roma deu uma lição magistral ao mundo. O que é uma universidade? Vejamos a resposta magnífica da La Sapienza (“sabedoria”).

         Tudo começou com a idéia do reitor da Universidade, o sr. Renato Guarini, de convidar o papa Bento XVI para uma aula magistral que marcasse o início do ano acadêmico da La Sapienza. Que um reitor tenha idéias, bom, isso é o mínimo que se pode esperar de um reitor – não há novidade aqui.

         Bonito, lindo, espetacular foi a resposta de 67 professores desta universidade. Eles fizeram um abaixo-assinado contra a idéia do reitor! Excelente! Imediatamente os alunos se dividiram e se posicionaram – inclusive com ocupação da reitoria. E ontem o papa cancelou sua ida à universidade. Magistral!

         Pois eis aí uma aula maravilhosa dada! Universidade onde todos concordam com o reitor não é universidade, é tirania. Universidade onde todos os alunos pensam igual, “estão no mesmo rumo”, “vestem a mesma camisa”, não é universidade. É fábrica, é linha de montagem, mas não é lugar de questionamento, não é lugar de ação política, não é lugar aonde o saber possa se desenvolver. Universidade onde os professores estão preocupados só em dar aula, só em “preparar” os alunos, não é universidade, é cursinho, é auto-ajudazinha, é baiúca. Universidade onde os alunos só querem “assistir” aula, onde os alunos só querem ser alunos, não é universidade, é jardim de infância.

         A Universidade La Sapienza de Roma escreveu uma página memorável na história da universidade. O papa não gostou? Que bom. O governo italiano não aprovou? Melhor ainda.

         Sobre a manchete do La Repubblica, não foi o papa quem disse não à La Sapienza. Foi exatamente o contrário! Também interessante é que no caderno R2 do jornal, a reportagem do dia é sobre a volta do diabo e os novos exorcistas da igreja – a chamada está no alto, à esquerda, nesta primeira página. Será que o editor estava pensando na La Sapienza? 

         Uma última observação: o indispensável Sebastiano Messina em artigo publicado no último dia 10 neste mesmo La Repubblica, lembrou do anti-fascista Pietro Nenni, que dizia “Chi a vent´anni non è per la rivoluzione, a quaranta sarà un confidente della polizia” [“Quem aos vinte anos não é pela revolução, aos quarenta será um dedo-duro da polícia”]. Os professores e alunos da La Sapienza indicaram de que lado estão. E no Brasil?  



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




O REAL DO DESEJO

“Remédio aprovado. Mas a doença é real?”

Fonte: Alex Berenson in The New York Times, 14/1/2008.

 

         Excelente questão proposta por Alex Berenson no Times de ontem. Debatendo se a fibromialgia é ou não uma doença, Berenson questiona se, quando existe um remédio testado e aprovado, isso significa que a doença que ele vai tratar existe também? A questão é ótima porque está claro que muitos remédios são “inventados” pela indústria farmacêutica para tratar doenças também “inventadas” – é a lógica da indústria contra a lógica da medicina. A medicina quer tratar, quer curar, a indústria quer vender. São lógicas diferentes. Quando elas se unem, ótimo para o médico, ótimo para o paciente. Mas, não é o que ocorre na maioria das vezes. O maior interesse da indústria farmacêutica é lucrar – e não pesquisar, tanto é verdade que a maior parte do orçamento dessas indústrias está destinado a marketing, e não para a pesquisa de novos medicamentos.

         Ora, mas essa questão também é interessante por outras razões. Por exemplo, o que significa uma doença “real”? O que é esse “real”? Seria aquela capaz de ser comprovada em testes de laboratório ou em fotografias de tomógrafos ou outros “aparelhos”? Ou seja, seriam as doenças “visíveis” aos olhos ou “sensíveis” ao tato? “Real” está em oposição a “inventado”, “simulado”, “fingido”, “falso”. Aqui é possível diferenciar a medicina da psicanálise. Para a psicanálise, é “real” tudo aquilo que um sujeito fala. O diagnóstico é feito pela análise do discurso do sujeito, e não pela visão ou tato ou por exames. Em resumo, o “inventado” (as fantasias) são até mais poderosas na vida de alguém do que o “real”. Mas, por que um paciente que se queixa de dores “falsas”, de dores sem causa orgânica para um médico e recebe deste uma receita desse “Lyrica” fica “curado”? Se a dor “não existe”, por que o alívio após tomar o medicamento? É porque o médico soube acolher essa dor, e, mais do que isso, demonstrou “saber” o que o paciente precisa fazer, precisa “tomar”, precisa “escutar” – a lírica! É como se o médico desconfiasse da própria medicina e ficasse “do lado” do paciente – aliança terapêutica. Por mais que as propriedades químicas desse medicamento sejam falsas ou não importantes – o “placebo”, por exemplo – o que o paciente está tomando não é só o medicamento, mas também o médico, ou seja, a relação que ele tem com esse médico. Essa relação se chama em psicanálise de transferência.  

A proposta da psicanálise também é a de acolher a dor desse paciente, porém com a condição de discutir a relação, ou seja, colocar em palavras essa relação analista-analisante, o que se chama em psicanálise de analisar a transferência. Discutir a relação tem uma importância fundamental em um tratamento, pois, na psicanálise, o analista faz parte do sintoma. Pôr isso em discurso significa trabalhar para que um dia essa relação tenha um final – a análise é finita. Isso significa que o analista não vai ocupar o mesmo lugar do médico nessa relação com o paciente. Enquanto que na medicina é o médico quem detêm a “palavra final” sobre o tratamento – “é esse o remédio” – na psicanálise as palavras precisam vir do paciente – não só as finais, mas as iniciais, as do meio, as das laterais. Quem escuta a lírica é o analista – o analisante canta. Fala da dor, fala do sofrer, fala do gozar, fala do existir, fala do morrer. O que um analista garante é que essas palavras que um dia fizeram um destino, que um dia se organizaram de um modo muito particular, essas palavras são mutáveis, são modificáveis, são possíveis de uma outra organização, de uma outra composição – e isso através de um percurso, através de um caminho pelas palavras e pelos atos chamado análise.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




O SENHOR DO ANEL

“A missa do Papa de costas para os fiéis – Retorno ao passado na Capela Sistina. E depois, o Papa perde o Anel do Pescador [Anel de Pedro]”

Fonte: Marco Politi in La Repubblica, 14/1/2008.

 

            É o ato falho do ano. Eu sei que o ano mal começou, mas não haverá nada igual em 2008. O papa perdeu o anel no meio da missa! Sensacional ato falho. Qual a causa? Freud é explícito nesse ponto: só se pode descobrir a causa de um ato falho a partir da livre associação do analisante. Ora, não é o caso aqui. É uma pena, mas jamais Sua Santidade vai fazer análise – nem ele nem qualquer religioso convicto. Nesse caso, vale a pena reunir algumas hipóteses sobre o que está em jogo nesse ato falho espetacular.

         Em primeiro lugar, o evento em que o ato falho aconteceu. Na simbólica e magistral Capela Sistina, eis aí o Santo Padre rezando uma missa de costas para os fiéis. Sem dúvida, uma novidade em nossa época – mas não na história da Igreja. O papa Bento XVI está instituindo aí um retorno ao passado. O que significa perder o anel nesse retorno? Bom, o que é o Anel de Pedro, esse Anel do Pescador? Ora, Pedro foi um pobre pescador – nem dono de barco foi, mas um humilde pescador. Foi um dos primeiros discípulos que Jesus chamou. Em Mateus 16: 18-19, lá está a famosa declaração de Jesus: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus;”. Logo, esse Pedro-pedra-pedreira simboliza também a própria Igreja. O Anel do Pescador é então o símbolo de um papado, tanto é que, quando um papa morre, esse anel é destruído para demarcar o final de um pontificado – e a seguir um novo anel é fabricado para o novo papa. O anel é utilizado pelo papa para chancelar documentos particulares e documentos públicos. Ora, nessa missa especial, que promove um retorno, eis que Bento XVI perde sem querer esse anel. Então, há relação dessa perda com o final de seu pontificado? Ou será que se trata do final de uma certa igreja?

         Em segundo lugar, nessa mesma missa, o papa batizou 13 bebês, filhos de funcionários do Vaticano. Logo, há um significado aqui de vida nova, tempos novos, esperança. Perder o anel poderia representar um desligamento de uma determinada tradição da Igreja para o retorno de uma outra. A perda então se inscreve como ruptura, como o fim de uma era e o nascimento de uma outra – daí essa simbólica “destruição” do anel pelo próprio papa - inédito. Marco Politi termina assim sua reportagem: “Guido Marini [o secretário do papa] subitamente recolheu o anel do chão. Mas na Idade Média a multidão teria tido um calafrio”. É o ato falho do ano!

 

 

Fotografia Reuters in El País, 14/1/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 09h24
[   ] [ envie esta mensagem ]




O RESTO É SILÊNCIO

Fotografia de Adriana Lopez Sanfeliu in La Repubblica delle Donne, 12/1/2008.

 

“Desculpa, mas o que eu queria mesmo, de verdade, era ter escrito ‘Hamlet’.”

Woody Allen em entrevista a Liana Messina in La Repubblica delle Donne, 12/1/2008.



Escrito por Leonardo Ferrari às 09h15
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  08/11/2009 a 14/11/2009
  01/11/2009 a 07/11/2009
  25/10/2009 a 31/10/2009
  18/10/2009 a 24/10/2009
  11/10/2009 a 17/10/2009
  04/10/2009 a 10/10/2009
  27/09/2009 a 03/10/2009
  20/09/2009 a 26/09/2009
  13/09/2009 a 19/09/2009
  06/09/2009 a 12/09/2009
  30/08/2009 a 05/09/2009
  23/08/2009 a 29/08/2009
  16/08/2009 a 22/08/2009
  09/08/2009 a 15/08/2009
  02/08/2009 a 08/08/2009
  26/07/2009 a 01/08/2009
  19/07/2009 a 25/07/2009
  12/07/2009 a 18/07/2009
  05/07/2009 a 11/07/2009
  28/06/2009 a 04/07/2009
  21/06/2009 a 27/06/2009
  14/06/2009 a 20/06/2009
  07/06/2009 a 13/06/2009
  31/05/2009 a 06/06/2009
  24/05/2009 a 30/05/2009
  17/05/2009 a 23/05/2009
  10/05/2009 a 16/05/2009
  03/05/2009 a 09/05/2009
  26/04/2009 a 02/05/2009
  19/04/2009 a 25/04/2009
  12/04/2009 a 18/04/2009
  05/04/2009 a 11/04/2009
  29/03/2009 a 04/04/2009
  22/03/2009 a 28/03/2009
  15/03/2009 a 21/03/2009
  08/03/2009 a 14/03/2009
  01/03/2009 a 07/03/2009
  22/02/2009 a 28/02/2009
  15/02/2009 a 21/02/2009
  08/02/2009 a 14/02/2009
  01/02/2009 a 07/02/2009
  25/01/2009 a 31/01/2009
  18/01/2009 a 24/01/2009
  11/01/2009 a 17/01/2009
  04/01/2009 a 10/01/2009
  28/12/2008 a 03/01/2009
  21/12/2008 a 27/12/2008
  14/12/2008 a 20/12/2008
  07/12/2008 a 13/12/2008
  30/11/2008 a 06/12/2008
  23/11/2008 a 29/11/2008
  16/11/2008 a 22/11/2008
  09/11/2008 a 15/11/2008
  02/11/2008 a 08/11/2008
  26/10/2008 a 01/11/2008
  19/10/2008 a 25/10/2008
  12/10/2008 a 18/10/2008
  05/10/2008 a 11/10/2008
  28/09/2008 a 04/10/2008
  21/09/2008 a 27/09/2008
  14/09/2008 a 20/09/2008
  07/09/2008 a 13/09/2008
  31/08/2008 a 06/09/2008
  24/08/2008 a 30/08/2008
  17/08/2008 a 23/08/2008
  10/08/2008 a 16/08/2008
  03/08/2008 a 09/08/2008
  27/07/2008 a 02/08/2008
  20/07/2008 a 26/07/2008
  13/07/2008 a 19/07/2008
  06/07/2008 a 12/07/2008
  29/06/2008 a 05/07/2008
  22/06/2008 a 28/06/2008
  15/06/2008 a 21/06/2008
  08/06/2008 a 14/06/2008
  01/06/2008 a 07/06/2008
  25/05/2008 a 31/05/2008
  18/05/2008 a 24/05/2008
  11/05/2008 a 17/05/2008
  04/05/2008 a 10/05/2008
  27/04/2008 a 03/05/2008
  20/04/2008 a 26/04/2008
  13/04/2008 a 19/04/2008
  06/04/2008 a 12/04/2008
  30/03/2008 a 05/04/2008
  23/03/2008 a 29/03/2008
  16/03/2008 a 22/03/2008
  09/03/2008 a 15/03/2008
  02/03/2008 a 08/03/2008
  24/02/2008 a 01/03/2008
  17/02/2008 a 23/02/2008
  10/02/2008 a 16/02/2008
  03/02/2008 a 09/02/2008
  27/01/2008 a 02/02/2008
  20/01/2008 a 26/01/2008
  13/01/2008 a 19/01/2008
  06/01/2008 a 12/01/2008
  30/12/2007 a 05/01/2008
  23/12/2007 a 29/12/2007
  16/12/2007 a 22/12/2007
  09/12/2007 a 15/12/2007
  02/12/2007 a 08/12/2007
  25/11/2007 a 01/12/2007
  18/11/2007 a 24/11/2007
  11/11/2007 a 17/11/2007
  04/11/2007 a 10/11/2007
  28/10/2007 a 03/11/2007
  21/10/2007 a 27/10/2007
  14/10/2007 a 20/10/2007
  07/10/2007 a 13/10/2007
  30/09/2007 a 06/10/2007
  23/09/2007 a 29/09/2007
  16/09/2007 a 22/09/2007
  09/09/2007 a 15/09/2007
  02/09/2007 a 08/09/2007
  26/08/2007 a 01/09/2007
  19/08/2007 a 25/08/2007
  12/08/2007 a 18/08/2007
  05/08/2007 a 11/08/2007
  29/07/2007 a 04/08/2007
  22/07/2007 a 28/07/2007
  15/07/2007 a 21/07/2007
  08/07/2007 a 14/07/2007
  01/07/2007 a 07/07/2007
  24/06/2007 a 30/06/2007
  17/06/2007 a 23/06/2007
  10/06/2007 a 16/06/2007
  03/06/2007 a 09/06/2007
  27/05/2007 a 02/06/2007
  20/05/2007 a 26/05/2007
  13/05/2007 a 19/05/2007
  06/05/2007 a 12/05/2007
  29/04/2007 a 05/05/2007
  22/04/2007 a 28/04/2007
  15/04/2007 a 21/04/2007
  08/04/2007 a 14/04/2007
  01/04/2007 a 07/04/2007
  25/03/2007 a 31/03/2007
  18/03/2007 a 24/03/2007
  11/03/2007 a 17/03/2007
  04/03/2007 a 10/03/2007
  25/02/2007 a 03/03/2007
  18/02/2007 a 24/02/2007
  11/02/2007 a 17/02/2007
  04/02/2007 a 10/02/2007
  28/01/2007 a 03/02/2007
  21/01/2007 a 27/01/2007
  14/01/2007 a 20/01/2007
  07/01/2007 a 13/01/2007
  31/12/2006 a 06/01/2007
  24/12/2006 a 30/12/2006
  17/12/2006 a 23/12/2006
  10/12/2006 a 16/12/2006
  03/12/2006 a 09/12/2006
  26/11/2006 a 02/12/2006
  19/11/2006 a 25/11/2006
  12/11/2006 a 18/11/2006
  05/11/2006 a 11/11/2006