Blog do Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba (PR) leobelferrari@uol.com.br


PLAY IT AGAIN

Jackson Pollock in “Male and Female” (1942), Philadelphia Museum of Art.

 

Está no filme “Play It Again, Sam” (“Sonhos de Um Sedutor”) de Woody Allen. Quem sabe ela não muda de idéia?

 

“Allan: That's quite a lovely Jackson Pollock, isn't it?
Museum Girl: Yes, it is.
Allan: What does it say to you?
Museum Girl: It restates the negativeness of the universe. The hideous lonely emptiness of existence. Nothingness. The predicament of Man forced to live in a barren, Godless eternity like a tiny flame flickering in an immense void with nothing but waste, horror and degradation, forming a useless bleak straitjacket in a black absurd cosmos.
Allan: What are you doing Saturday night?
Museum Girl: Committing suicide.
Allan: What about Friday night?”

 

Fonte: Woody Allen in “Play It Again, Sam!” (“Sonhos de Um Sedutor”).



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h48
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CRÔNICA DE UMA MORTE BUSCADA

“Eu conheço o nome dos meus assassinos”

Fonte: La Repubblica, 28/12/2007.

 

“Navios ficam em segurança quando estão nos portos, mas não foi para isso que eles foram construídos.”

Benazir Bhutto em sua autobiografia, “Filha do Destino”, citada por Renato Caprile in La Repubblica, 28/12/2007.

 

Pois é. E ontem, minutos antes de ser assassinada, ela declarou no final do comício: “Toda a minha família se sacrificou.” (fonte: O Globo, 28/12/2007). Uma referência ao trágico destino de seu pai, Zulficar Ali-Bhutto, executado em 1979 por ordem do ditador Zia ul-Ha, e de seus dois irmãos, Murtaza, assassinado no Paquistão em 1996 e Shahnawaz, encontrado morto em seu apartamento na Riviera francesa em 1985.

Christopher Hitchens, em um belo perfil, declara que Benazir sofria de um grande complexo de Electra, dedicada que era à memória de seu pai.  

É muito simbólico o nome que ela deu à sua autobiografia, “Filha do Destino”. Ora, se o “destino” é o sacrifício, Benazir cumpriu à risca o que se esperava dela. Mas quem esperava isso? Ao se oferecer dessa forma maluca à um Outro cruel e sanguinário, Benazir não foi corajosa. Benazir foi neurótica. Eu sei que o risco aqui é transformar a vítima em culpada. Só que esta vítima sabia inclusive os nomes de quem a mataria (“CONOSCO I NOMI DI CHI MI UCCIDERÀ” in La Repubblica, 28/12/2007, artigo que ela escreveu logo depois do atentado frustrado sofrido em 18/10 no Paquistão). Não é paradoxal isso? Benazir correu de braços abertos para esse destino tão funesto, tão atroz. Desfilar em carro aberto em um comício no Paquistão? Benazir também foi autora de seu assassinato, por mais cruel que seja afirmar isso. É que, na neurose, o sujeito busca se sacanear sem parar. Chame isso de destino, chame isso de azar, Freud foi mais brilhante. Freud denominou isso de neurose: é se sabotar o tempo todo – sem descanso. Filha do destino? Não. Filha da neurose.

Por outro lado, lembrei também do final excelente do filme “Syriana”. O filme inteiro passa uma idéia da total “manipulação” e “controle” que os Estados Unidos exerceriam sobre seus interesses. Mas, eis o inusitado, eis o que escapa ao cálculo mais exato. Lá está aquele terrorista no final do filme, em um barquinho, indo detonar tudo aquilo que foi tão bem planejado, tão bem coordenado, tão bem executado. Esqueceram de combinar com aquele menino.

É claro que no caso de Benazir não há surpresa nesse sacrifício final. Ela até já sabia quem é que estava a bordo do barquinho. O que talvez ela não soubesse é que se pode modificar o curso de um navio. Destino? Não. Desejo.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h09
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TATIANA

Fonte: The New York Times, 27/12/2007.

 

 

Nova Iorque amanheceu preocupada. Ken Belson, em texto saboroso no The New York Times, faz a pergunta-chave do dia: poderia acontecer aqui o que aconteceu em São Francisco? Só hoje se soube que o tigre que fugiu da jaula no zoológico de São Francisco era uma tigra. Seu nome: Tatiana. O que Tatiana fez se transformou em debate nacional. Como pôde fugir? Que grades eram essas que não a detiveram? Que muro foi esse que ela conseguiu escalar? Houve ajuda humana em sua fuga? O tratador estava apaixonado por Tatiana? Tatiana conseguiu escapar sem ajuda nenhuma? Se fosse um macho, teria feito a mesma coisa? Podem os machos estar à altura de Tatiana? Haverá outras Tatianas? Haverá outra tigresa de unhas negras e íris cor de mel? Haverá outra tigresa esfregando a pele de ouro marrom? Haverá outra tigresa com os pelos a tremer no vento ateu? Haverá outra tigresa a dar, a dar muito, a dar muito amor? Haverá outra tigresa a espalhar muito prazer e muita dor? Haverá outra tigresa a inventar lugares? Haverá outra tigresa como Tatiana, que pôde mais do que o leão? Haverá outra cujas garras marcaram para sempre meu coração? Haverá outra? Haverá ano-novo sem Tatiana? Haverá?



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h25
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COMPORTADO

           Não deixe o tigre sair da jaula. É vital mantê-lo atrás das grades. De tanto olhar as grades, seu olhar vai esmorecer, seu olhar vai se acostumar, seu olhar vai virar olho. Não deixe o tigre escapar. É importante mantê-lo dopado, quieto, amarrado, acorrentado, pacífico. Lhe dê todos os comprimidos, lhe dê todas as pílulas, lhe dê todos os pós, lhe dê todos os líquidos. Não deixe o tigre rugir. Só assim ele vai se adaptar, ele vai se conformar, ele vai chegar lá. Durante o treinamento, mantenha o tigre em silêncio, mantenha o tigre amestrado, mantenha o tigre repetindo tudo aquilo que você quer que ele faça, que ele execute, que ele cumpra. Sobretudo, mantenha o tigre quieto, mantenha o tigre bem comportado, mantenha o tigre bem avaliado. Se o tigre ameaçar não fazer, ameaçar não aprender, ameaçar não obedecer – lembre disso como o mais importante, basta ameaçar, basta demonstrar qualquer desinteresse, basta um só sinal - e você deverá corrigi-lo, deverá puni-lo, deverá fazer o que deve ser feito. É vital não deixar o tigre abrir as pupilas. Um tigre de olhos abertos será sempre o maior perigo. Faça-o adormecer, faça-o não ver, faça-o olhar só para frente – jamais para os lados e nunca, atenção, jamais para o que passou, para o que não existe mais, para o que é só passado, para as ruínas de outros tempos, para os escombros do que poderia ter sido. O tigre que nós precisamos é um tigre sem passado, é um tigre sem futuro, é um tigre que viva o hoje. Só o hoje. Ele vai se acostumar, ele vai obedecer, ele vai se comportar. Esteja sempre pronto a matar o tigre. E mate-o quantas vezes forem necessárias. Mate-o com palavras, mate-o com a falta de atenção, mate-o com sua ausência, mate-o com sua indiferença, mate-o com seu exemplo, mate-o com sua dedicação, mate-o de tanto sufocá-lo, deixe-o sem ar, deixe-o sem andar, mas mate-o. Não deixe de matá-lo. Mate-o sem que ele saiba que está sendo morto. Essa é a melhor morte. Mate-o antes que ele possa saber que é um tigre. Essa é a morte total, é a morte derradeira, é a morte sem volta. Um tigre vivo, um tigre solto, um tigre desenvolto, basta um, e isso é o pior, basta um para que os outros se agitem, para que os outros comecem a acordar, para que os outros percebam que também são tigres. Basta um para machucar, basta um para fazer sangrar, basta um para fazer o mau exemplo, basta um para derrubar a cerca, basta um para arrebentar as grades, basta um para furar o muro. Nunca. É seu dever matá-lo antes que isso aconteça. É seu dever matá-lo sem parar. Mate-o.   

 

 

Tigre foge de jaula em zoológico e mata um nos EUA, BBC, 26/12/2007

 

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas nesta terça-feira depois que um tigre fugiu de sua jaula no Zoológico de San Francisco, no Estado americano da Califórnia.

Segundo o jornal San Francisco Chronicle, as vítimas eram visitantes do zoológico. O tigre foi morto a tiros durante o ataque aos visitantes.

Inicialmente, chegou-se a noticiar que quatro tigres haviam escapado, mas o porta-voz do departamento de Bombeiros de San Francisco, Ken Smith, negou a informação.

O zoológico foi evacuado. Policiais e bombeiros foram enviados ao local. Ainda não está claro como o animal fugiu da jaula.

O zoológico de San Francisco abriga tigres siberianos e de Sumatra.

Em dezembro de 2006, uma das funcionárias do zoológico teve ferimentos graves em seu braço depois de ser atacada por uma tigresa siberiana.

 

A Pantera, Rainer Marie Rilke

                               No Jardin des Plantes, Paris

 

De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.

 

A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.

 

De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.

 

(Tradução: Augusto de Campos)



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h06
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MAGNÍFICO

Arturo Toscanini. Fotografia publicada in La Nacion, 22/12/2007.    

     

        O grande, o gigante, o gênio, o ilustre maestro Arturo Toscanini ficou famoso também pelo humor sarcástico com que conduzia as orquestras. A seguir um trecho de seu trabalho durante os ensaios de Fra Gherardo, de Ildebrando Pizzetti, no Alla Scala de Milão em abril e maio de 1928. Lindo é que foi na cidade do Rio de Janeiro que o maestro despontou pela primeira vez para o público. Um de seus atos mais belos foi a declaração anti-fascista: “Abram as portas das prisões e soltem todos os criminosos. Não encontrarão ali nenhum bandido pior que Mussolini!”. Maravilhoso!

 

Página 1 (Início da ópera. Molto largo):

- Lento, lento, cansado, cansado. Realmente esse começo dá a impressão de uma tarde de verão, sufocante, pesada.

Página 36 (n.14):

- Bravos! Lindo esse trecho! Bravo! Nomearemos você como prefeito, prefeito de Milão, e você será o substituto! Dividam as oitavas, ignorantes. [De improviso, executam bem o trecho.] Vou lhes dar de presente a fotografia com um beijo.

Página 54:

- Semicolcheia! Um beijo também para ti! Um erro! [Um dos músicos lhe avisa: “Maestro, está escrito assim”.] Está certo isso, Pizzetti? [Pizzetti responde: “Sim, maestro”.] Bravo, tem razão, mas eu gosto mais de semicolcheia.

Página 63 (n. 27. Largo):

- Trombones! Trombonaços! Ou são surdos ou são meus inimigos e devem me odiar! Não se escutam?

Página 68:

[Voz de mulher, distante, rouca e raivosa.]

- Está sujo! Está sujo! As harmonias, piano. Piano! Vocês sabem quais são as harmonias? São essas notas lentas, lentíssimas que não terminam mais; como vocês, de encher meu saco.

Página 70 (n.31):

- Você é corno? Você é a dívida pública! Você me arruinou esse pobre ouvido! Burro! Deveria ser padre, não músico!

Página 75 (Seis compassos antes de 35):

- Sim, sim, é muito querida sua voz! Todos estão enamorados dela; menos eu! Posso ser um cretino, mas não gosto dela! Também eu escuto essa voz formosa, sim, é uma vozinha muito agradável [...] Sim, mas não canta nunca, não tem expressão.

Página 79 ( Mariola: “Grande e bello e forte egli era...”):

- Bravos! Bravos! Bravos! Todos os burros do mundo tocam assim! [Os músicos repetem a passagem.] Não! Não! Foram um pouco menos burros, mas ainda burros, dá prá ver a marca da burrice. [...] [Alguém toca mal o arco] Não! Não! Não toque desse jeito, não toquem como ignorantes faltando com o respeito a mim! Quando se toca desse jeito, se deve aceitar todos os insultos! Eu me sinto continuamente insultado pelo jeito como vocês tocam!

Página 80 (Mariola: “Olhos formosos como os de Grazia, a italiana”):

[Para os violinos]

- Bravos! Bravos! Mas façam isso melhor! É fácil, mas precisamente porque é fácil, é difícil!

(...)

Página 125 (A instrução diz: “Com exagerada e vulgar galanteria”):

- Nervoso! Enérgico! Esse pobre Gherardo tem 27 anos e nunca conheceu...muito de perto a uma mulher! É estranho, mas esse pobre Gherado foi feito assim. Agora ele encontrou uma mulher, que inclusive gosta muito dele, e ele tomou gosto pela coisa... Há dois soldados bêbados que querem beijar essa mulher, ela se defende e ele, o pobrezinho, está inquieto e a defende!

Página 143 (n. 74. Largo e suave):

- Vamos! O que aconteceu?! Violoncelos! Aconteceu! Cansaço, ociosidade! Voluptuosidade! Mas o que vocês têm no sangue? [Os músicos repetem a passagem.] Vocês não são gente? São máquinas de fazer café! [ Voltam a repetir.] Nada! Nada! Não há nada! Vão embora! Fora, fora todos! Basta! Bastíssimo! [Enquanto eles se levantam lentamente e se dirigem para o fundo da sala, o maestro repete sem parar:] Burros, burraços, burrões!

(...)

Página 243 (Fra Gherardo: “Mas se além vês um sol arder”):

- Por que falam? Não há nada a dizer aqui! Aqui cada um deve ler a sua parte! Eu, em troca, tenho que dirigir, e devo falar frequentemente, ainda que estivesse muito contente se não tivesse que falar nunca...Isso significaria que vocês tocam bem!

Fonte: Arturo Toscanini con batuta y fusil in La Nacion, 22/12/2007.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h14
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PAPAI NOEL

Fonte: Time, 31/12/2007.

 

 

Fonte: Jim Morin in The Miami Herald, 21/12/2007.

 

            Uma das lições elementares de psicanálise afirma que todo eleito carrega algumas marcas do eleitor, ou seja, quem escolhe revela muito mais do que pensa nas escolhas que faz. Por exemplo, a escolha do “homem do ano” pela revista Time. A Time é o ideal do eu da Veja brasileira. É uma revista muito ruim, cheia de resuminhos e “macetes” para “entender” a “realidade”. Que ela seja um sucesso de vendas nos Estados Unidos revela muito sobre um certo Estados Unidos. Então, por que essa revista, de direita, conservadora, bobinha, resolve escolher o presidente da Rússia como “homem do ano”? Pois Josep Ramoneda, no magnífico El País (dá dó comparar a Time com o El País), traz uma belíssima reflexão sobre isso. Porém, cabe dizer que, felizmente, os Estados Unidos da Time não são os Estados Unidos de Jim Morin. Esse artista da Flórida faz uma belíssima “desconstrução” da escolha da Time. Sensacional.

 

            “A Putin se reconhece o fato de “ter assumido em um país em meio ao caos e tê-lo levado à estabilidade” [foi assim que a revista Time explicou sua escolha]. O desprezo absoluto aos direitos civis, a construção de um sistema autoritário que concentra todos os poderes nas mãos de uma mini-oligarquia, ou o retorno de um discurso militarista e imperial do passado, pelo visto, carecem de importância. A única coisa que importa é a estabilidade. Uma possível leitura positiva diria que o realismo retorna depois dos anos de loucura da revolução conservadora que pôs os Estados Unidos nas mãos do pior idealismo – aquele que soma a utopia com o dinheiro. Mas, na realidade, o que está ocorrendo é que o discurso dos direitos humanos e da expansão da democracia, que ajudou tanto para a dissolução dos regimes de tipo soviético, está perdendo a sua capacidade de sedução e seu prestígio ao converter-se em doutrina de Estado na guerra de Bush contra o terrorismo. E Putin já não precisa dar explicações sobre a violação permanente dos direitos humanos, porque ninguém as pede mais. O êxito do reconhecimento de Putin é o enterro da doutrina dos direitos humanos como exigência reconhecida universalmente. Esse é o resultado, hoje em dia, da mal denominada guerra contra o terrorismo”.

Fonte: Josep Ramoneda in Putin, Sarkozy y el Rey. El País, 23/12/2007.



Escrito por Leonardo Ferrari às 08h56
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O SALVADOR

Profeta Isaías por Michelangelo Buonarroti in abóboda da Capela Sistina no Vaticano, Itália.

 

            Ele está no meio de nós. Para todos aqueles desesperados, para todos aqueles desgraçados, para todos aqueles explorados vilmente, para todos aqueles à margem, para todos aqueles perdedores, para todos aqueles que são resto, para todos aqueles não beneficiados, para todos aqueles miseráveis, para todos aqueles desprotegidos, para todos aqueles órfãos, para todos aqueles sem esperança, para todos aqueles desmotivados, para todos os desgraçados. Ele está no meio de nós. Para todos aqueles que são banqueiros, para todos os grandes empresários, para todos os empreendedores, para todos os vencedores, para todos os milionários, para todos os exploradores, para todos os sacanas, para todos os beneficiados. Ele está no meio de nós.             

 

“ZH - Por que o senhor vê o presidente Lula como "o salvador do capitalismo?

Delfim
- Eu não tenho dúvidas sobre isso. Lula está salvando o capitalismo. O capitalismo é o melhor sistema que o homem descobriu em matéria de eficiência. O capitalismo é compatível com a liberdade individual. Mas o capitalismo não tem nenhuma compatibilidade com a igualdade, e o homem quer igualdade. Não adianta querer discutir sobre isso. E como o capitalismo é uma corrida, você tem de partir do mesmo ponto. Então, se você dá igualdade de oportunidades para as pessoas, você está dando moralidade para o capitalismo. O capitalismo só sobrevive quando existe mercado e urna se tiver esse mínimo de moralidade. É isso que eu digo que Lula está fazendo. Ele é isso por intuição. Não se esqueça: Lula é um sobrevivente.”

 

Fonte: entrevista de Delfim Netto a Moisés Mendes in Zero Hora, 23/12/2007.



Escrito por Leonardo Ferrari às 09h31
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